Senhora da Glória – uma declaração de amor a Clementina de Jesus

Uma das mais lindas poesias e melodias dedicadas a alguém. Nesse caso à rainha Quelé, Clementina de Jesus.

Senhora da Glória
(Rildo Hora/Hermínio Bello de Carvalho)

Achei que era Nossa Senhora
Nossa Senhora da Glória
Na hora foi o que eu pensei
e um Padre Nosso num terço rezei

Cantava que nem rouxinol
E era mais linda que um pôr de sol
Pedi suas bençãos e me ajoelhei
– seus pés beijei

Então lhe estendi oferendas
Incensos e mirras e rendas
E ela me abençõu
e a voz africana no chão ecoou

Num baticum ouviu-se Benguelê
Oh Mãe Quelé, me diz cadê você?
Pra donde que foi você?
se é que se foi

Eu já ouvi o Rum batê com o
e o rumpi com o batucajé
Minha mãe, cadê você?

Ao ter a visão milagrosa
da Glória era Nossa Senhora
Eu na Verde-e-Rosa pensei
(De ti na Mangueira de pronto lembrei)
E ali a Taberna da Glória
Passava esse enredo, contava essa história
Confesso a vocês que na hora chorei
como chorei!

E a santa desceu do Outeiro
Baixou do altar num luzeiro
E em meu coração se instalou
E em porta-bandeira se transformou

E me embalou que nem Jesus Cristinho
Me agasalhou nem fora seu filhinho
Num torço de rendas seu (me adormeceu)

Teu mestre-sala sou e te agradeço
E a Mangueira, meu divino berço
Oh Senhora, mãe de Deus!

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