A eternidade tem as suas pêndulas…

Aí vem Machado de Assis…

“Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aquels olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá idéia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e energético, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca”

Ok! essa é conhecida e coisa e tal, mas vem mais…

“Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros, mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me.Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as sua pêndulas: nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios.” (Dom Casmurro)

Não sei direito… lembrei-me de “Atrás da Porta” do Chico.
Mas… a jusante.

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